terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Homem com H - 2

Aos 25 dias de janeiro do recente 2017, nos reunimos novamente, agora para continuar a falar do tema da semana passada - a igualdade de gêneros - assunto que traz muitos outros recortes e temas, como a violência contra a mulher, o machismo e o empoderamento feminino. Trouxemos matérias de jornais e internet.

 - Jornal A Tribuna de domingo, 22 de Janeiro, com a manchete: "Marcha das Mulheres protesta contra Trump". Lida por Radyr.

Ao conversarmos sobre o que foi lido, suscitamos algumas questões:

- O porquê de precisarmos defender a igualdade
- O empoderamento feminino, a necessidade de se lutar por acesso e oportunidades iguais as do homens
- O racismo e intolerância, e a violência contra a mulher
- O que isso tem a ver com saúde

Elvira: "Não há ninguém que defenda (essa igualdade), senão o povo, indo às ruas. E citou Max Stirner: -  A liberdade não pode ser concedida: precisa ser conquistada! -

Sílvia: "Estamos vivendo um retrocesso."

Radyr: "Homens e mulheres devem ser tratados de igual para igual."

Elvira: "A política funciona apenas na ilha da fantasia. João Dória se vestiu de gari, mas foi ridículo. Já Crivella, doou sangue, que é louvável. Mas eles não vivem a realidade do povo."

Voltando ao tema da igualdade de gênero, foram levantadas as questões do salário menor da mulher em relação ao do homem, e Sílvia disse que o país tem sido mais democrático na questão desde a eleição de Dilma, e que não gosta de política. Discutiram-se também as profissões masculinas e femininas.

Elvira: "Cada partido tem de ter um percentual mínimo de mulheres, pois são menos respeitadas que o homem."

E por que, então a mulher não gosta de política? Porque não lhe deram voz, porque a sociedade não a prepara para isso - ouvimos, durante as discussões.

 - "Uma pandemia de violência contra as mulheres" - Maria R. Sahuquillo, do El País Brasil. (http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/25/internacional/1480029683_305806.html). Lida por Alfredo.

Na matéria, lemos que no mundo, a cada dez minutos, uma mulher morre, vítima de violência, e das mutilações genitais que ainda acontecem ao redor do mundo. O assunto tomou corpo, e as situações de violência e abuso foram mais expostas:

Ana Luiza: "Tenho uma amiga que ia ser abusada, e que conseguiu escapar, mas foi chamada de sapatão."

Sílvia trouxe a história de Barbara Penna, que sofreu violência e viu seus filhos serem mortos pelo parceiro. Disse de sua relação com Maria da Penha, que deu nome à lei que protege as pessoas da violência doméstica. (Um pouco de sua história: http://www.compromissoeatitude.org.br/violencia-a-mulher-tragedias-anunciadas-cedaw-17032014/)

Elvira: "A lei (Ma. da Penha) surgiu para proteger a mulher, que ainda tem medo de ser exposta.

Victor: "Quem sofre violência é que se esconde. Mundo virado de cabeça para baixo esse, não?"

Ana Luiza: "Apanhei do meu ex-marido e fui à delegacia. Lá eu fui acolhida e ele teve de sair de casa."

Sílvia: "Meu avô batia em minha avó e isso era uma coisa que as pessoas aceitavam na época."

Elvira disse que conheceu uma amiga que apanhou do namorado no colégio, Radyr contou de uma cena que presenciou a violência contra a mulher e sentiu vontade de ajudar e Victor falou de um episódio em que a mulher ficou com medo de ir à polícia após ser agredida. Em algumas vezes, discorremos que a polícia não toma providências.

Elvira trouxe o assunto das culturas diferentes pelo mundo em relação à mulher e à determinação de seus papeis, de suas funções, citando a cigana e a indiana, e o mal físico e psicológico que essas tradições que oprimem a mulher podem causar.

Sílvia: "A mulher que não tem estudo não larga o marido quando sofre violência, pois não tem para onde ir.

A partir do que foi discutido, paramos um pouco para perceber o quanto estávamos mexidos, incomodados com as histórias que contávamos ali, e ao percebermos o quanto elas estão presentes, ficamos impressionados.

Radyr: "Senti muita revolta"

Elvira: "Reflexão sobre a realidade"

Alfredo: "E muitas vezes, fazem brincadeiras sobre o assunto."

Miriam: "Através disso, pode banalizar e minimizar a situação, como quando é dito da mulher que é bonita e burra."

Ana Luiza: "Eu sou bonita, e na minha faculdade, eu ia bem."

Ron: "Quando tive relação com uma mulher, ela pediu para que eu batesse nela e eu não tive coragem."

Ana e Elvira conversaram sobre o fetiche e a fantasia versus a violência - que vai até o querer até a invasão do direito do outro

Maria Bernadete: "Mas daquilo todo mundo gosta."

Elvira trouxe também as frases comuns que são ouvidas por aí afora: "Mulher gosta de apanhar".

Miriam: "Mas essa violência não é só física." e Radyr disse que elas também podem ser verbais.

Victor: "A piada, o riso pode perpetuar esse comportamento, de todos nós."

Elvira: "Muitas vezes, a violência é praticada por pessoas próximas."

Ana Paula: "O bullying é praticado por quem é inseguro."

Miriam: "Nós somos como aquele estudo que fizeram com as plantas, crescemos com afeto, com palavras boas e amor."

Por fim, trouxemos que a mobilização e o falar sobre isso é fundamental para promover essa igualdade e construir o saber coletivo do nosso blog!

https://www.youtube.com/watch?v=clwLKJ294u4

https://www.youtube.com/watch?v=strULCWBdK0
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Homem com H?

Iniciamos mais uma manhã em que discutimos diversos temas para poder escrever aqui: entre a igualdade de gêneros, o esforço dos funcionários da saúde e "o ter e o ser", escolhemos a igualdade de gêneros ("A dominação das mulheres")
Como aquecimento, Elvira leu um trecho da coluna de Maurício Zomignani, Assistente Social, que falava sobre as formas de viver, e questionava: -Viver mais ou viver melhor?
Alfredo trouxe o tema para falar que a quantidade de lugares no mercado de trabalho para as mulheres tem crescido, e conversou-se sobre o empoderamento feminino ao longo dos anos e constatou-se que, apesar das vagas estarem crescendo, a diferença de salários permanece.

Passamos então a conversar sobre machismo e feminismo e todos quiseram opinar. Quanto ao que era o machismo, discutimos:

Manoel: "É a pessoa ser dura, rígida."
Ana Luiza: "Machismo são os homens que não aceitam que a mulher goze."
Elvira: "Existem rituais na África para esterilizarem as mulheres. Para mim, o machismo é quando o homem tem o papel de provedor e decisório, além de restritivo. As tarefas domésticas, coisas de homem e coisas de mulher também fazem parte dessa questão."
Radyr e Maisa concordaram em dizer que o machismo é simplesmente a dominação do sexo masculino na sociedade.
Rontauzer: "Prefiro os direitos iguais."

Quanto ao feminismo, conversamos:

Marcelo Damião: "É a mesma coisa, só que da mulher."
Elvira: "É um movimento contra essa história de dominação, lembram-se de quando queimaram os sutiãs nos Estados Unidos?"
Victor: "Em contrapartida, o feminismo não tem o objetivo de uma dominação feminina, mas sim de assegurar a igualdade de gêneros."
Ana Luiza relembrou a questão dos salários, onde homens e mulheres que trabalham na mesma função recebem rendimentos diferentes.
Elvira e Ana Luiza trouxeram que as diferenças ocorrem desde a infância, traçando estereótipos para ambos os sexos: para os meninos, o azul, a força, e os bonecos de guerra e para as meninas, a boneca-filha, o brincar de casinha, o fogão e a cor rosa. Conversamos também sobre a educação que recebemos quando crianças: aos meninos, o orgulho de seu "piupiu", a experiência e incentivo ao contato com o corpo, e às meninas, a vergonha e o impedimento desse contato.
Victor: "Nós fazemos isso todos os dias, sem perceber, sinal de como isso está na raiz profunda de nossa cultura."
Elvira falou sobre o estupro e a pouca importância que é dada ao assédio, e que essa cultura favorece que permaneça como está, produzindo violência. "O que acontece hoje é que se a mulher anda de roupas curtas, a culpa de ser estuprada é dela."
Discutimos o fato de que no Rio de Janeiro existem vagões só para mulheres, e vários participantes disseram que a educação é fundamental.

Alfredo e Marcelo falaram sobre o anticoncepcional feminino e masculino, além de vasectomia. E o assunto passou a ser direcionado ao sexo, incluindo impotência, gravidez, adoção e importância de cuidado com a saúde do homem e da mulher.

Rontauzer: Eu sofri bastante por não conseguir ter relações, devido ao efeito do remédio.
Fomos ampliando a discussão sobre as diferenças entre os gêneros com a questão: O que se fala quando um homem não consegue ter relações? E quando uma mulher não consegue?

Homem - "Impotente", vergonha por não conseguir, tristeza, derrotado, infértil. Pode levar à "ansiedade e depressão". 
Mulher - "Frígida", "Ainda tem as preliminares", "fria", "de Chico", "ela finge, para não encher o saco".
"O homem, em geral, não consegue e a mulher, não quer, não tem prazer" - o grupo se percebeu falando dessa forma.
Conseguimos a levantar soluções para essas questões: o diálogo, o respeito com o outro, sinceridade, a cumplicidade e expor as fragilidades. Alfredo e Manoel concordaram em que o assunto, polêmico, desperta a vergonha ao conversar.
Rontauzer: "Tem de rolar a química."

O espaço de troca, o encontro é o que cria novas subjetividades, temos de falar sobre esses assuntos, para quebrar as barreiras de fato!

Decidimos que vamos continuar a conversar esse assunto na próxima semana, com matérias, reportagens e trechos de livros.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ano Novo, Corpo Novo

Aos nove dias de Janeiro do ano recém-chegado, 2017, começamos a discutir o tema sugerido por Elvira: "O que eu espero para 2017 e o que 2017 pode esperar de mim"

E então fomos falando do novo ano, falando um pouco de cada um de nós, de como estamos e do que pretendemos.

Alfredo: "Espero de mim mais expressão, de me sentir mais participativo, dizer o que sinto e o que se passa comigo. Chance de voltar a viver de novo. Ter objetivos!"

Elvira: "Mesmo com a crise, alcançar os objetivos usando a criatividade. Continuar ajudando as pessoas, com muita satisfação."

Marcelo: "Paz e saúde! Ginástica?!" Discutimos também novos projetos!"

Victor: "Desejo coisas novas, que minha vida continue a trazer coisas novas, oportunidades para se expressar!"

Sílvia: "Menos pessimismo, mais energia positiva e acreditar. Não que elas salvem o mundo, mas nos ajudam na vida."

João Vitor: "Só quero viver, trazer vida nova e muita saúde."

Celso: "Paz de espírito, porque dinheiro não tem!"

E então, a partir da ginástica e dos novos projetos, começamos a falar do nosso corpo! O que é o nosso corpo?!

Zé Antônio: "Nosso corpo é um templo de Jesus, e o corpo da mulher é muito importante."

Alfredo: "Nosso corpo é ferramenta, de produção e trabalho."

Elvira: "Materialização para conter o nosso espírito, uma casca para a nossa alma."

João Vitor: "É uma máquina de fazer filho!"

Celso: "O nosso corpo é a nossa alma!"

Marcelo Damião: "É um instrumento para trabalho e família."

E propusemos então, um cenário para como funcionamos: E se o nosso corpo agisse antes da mente?

Alfredo: "Daí então passamos a perceber como somos frágeis."

Marcelo Damião trouxe o lema da terapia comunitária: "Quando a boca cala, o corpo fala!"

Elvira: "Nossa expressão corporal diz tudo: é reflexo do pensamento e das experiências do corpo."

Alfredo e João Vitor discutiram sobre os efeitos da medicação em seus corpos: do equilíbrio que traz e dos efeitos colaterais também, assim como efeitos que outras drogas podem trazer ao serem consumidas.

Alfredo: "Sinto. às vezes, o meu corpo definhar."

Victor: "E então, quando não usamos nosso corpo, quando ele vira um acessório da nossa mente, o que fazemos? Como perceber e estar em maior contato com nosso corpo?"

Elvira: "Caminhadas, ouvir música, pintura."

Celso: "Tomar um banho de mar, cozinhar."

Maísa: "Eu também adoro o mar, tomar banho... e dançar."

Zé Antônio: "As atividades de Ioga e ginástica funcional."

Marcelo Damião: "As atividades de casa: lavar louça, fazer comida, deixar tudo limpo."

Victor: "Cozinhar para reorganizar. Como as atividades que fazemos no dia, despertam nossa percepção do corpo, não só de usá-lo, mas estar em contato com ele."

E assim, falando sobre as atividades corporais que estão por vir, encerramos mais uma manhã de troca!

E entre corpos e objetivos para 2017, aqui trazemos imagens, canções e frases:

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” - Eduardo Galeano







Então é Natal!

Aos 12 dias de dezembro de 2016, o grupo reuniu-se para discutir a efervescente questão das festas de fim de ano. Conversamos bastante sobre dois aspectos da questão, ou melhor, dois personagens dessas datas: Jesus Cristo, símbolo máximo da fé cristã, e dos princípios de humildade e amor, e o Papai Noel, que representa o tom comercial que a data tem se tornado.

O Natal é uma mistura de várias culturas diferentes e por ser tão misturado, culmina em uma data comercial: isso é muito visto na decoração na maioria dos lugares, o que leva as pessoas a terem um maior contato com os shoppings, compras, comerciais de televisão, presentes, fartura, entre outros do que com o verdadeiro significado do natal, do nascimento de Jesus Cristo e de sua história.

O grupo inteiro falou sobre as suas impressões e sobre como vê o natal:

Elvira: "Eu vejo também a parte assistencial do Natal, a de ajudar o outro, as pessoas que necessitam."

Márcia: "Todos preocupam-se com trocas de presentes, ceia e 13º (salário). Também é o natal, mas não é seu princípio"

Celsão: "E se Jesus não houvesse nascido no dia de natal? Haveria natal, comércio?

Alynie: "Há deuses vikings, pagãos e de outras culturas que também nasceram no dia 25 de dezembro, por isso o natal é uma mistura de culturas muito antiga. Talvez Jesus não tenha nascido em dezembro e a data só é celebrada nesse dia.

Victor: "As propagandas de natal nos forçam a ter dinheiro e ser felizes: sorrisos bonitos, mesas postas, presentes. As pessoas são forçadas a sentirem-se felizes nesses dias, e se não estão felizes, sentem-se culpadas."

Celsão: "E os presentes?"

Elvira: "Vocês sabem de onde vem o papai noel?" - Conta uma breve história de São Nicolau, que deu origem ao papai noel que conhecemos hoje.

Celsão: "Ele era muito rico e dava presentes para a comunidade e aí que pegou o papai noel."

Elvira e Márcia: "A decoração e a alimentação natalinas não são adequadas para o Brasil, por serem europeias que passam pelo inverno nessa época do ano."

Passamos então a discutir o que esse significa e como podemos fazer para a data ser melhor para as pessoas

Elvira: "Pensar no nascimento de Jesus e ajudar aos outros, todos os dias do ano. Lembrar de como eram felizes os natais antigos, eles trazem nostalgia."

Márcia: "Só fazer isso no Natal é hipocrisia."

Alynie: "Mas isso não pode ser uma nova chance? Eu aprendi aqui no CAPS que podemos ter essa nova chance, apesar de ser uma data que nos deixa triste"

Discutimos então quais estratégias podemos ter para que possamos "ficar de boa" nessas datas

Elvira: "Estar de coração aberto e ler o evangelho."

Sílvia: " Pensar mais no presente, viver o presente."

Alynie: "Ser recíproco com o sentimento do outro, mas o sentimento de perdão é seu."

Márcia: "Dormir dia 24 e acordar dia 26. - Todos riram - Conectar-se com as pessoas, estar com pessoas mais velhas."

Zé Antônio: "A união e o amor de quem está perto."

Marcelo Damião: "Um salgado e um refrigerante!"

Celsão: "Nem todo mundo comemora, os mais pobres não... Dar algo a alguém, para quem não tem, pois nem todos são felizes."

Zuzu: "Passar junto!"

Sílvia: "Aprender a ser feliz com a gente mesmo!"

E assim, com estas estratégias e votos, nos despedimos até a festa de Natal, no dia 15 de dezembro, nesse mesmo CAPS!

Algumas músicas que nos lembram da data:








segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Fidel Castro: Herói ou Vilão?



Cubano, falecido aos 90 anos. Líder da revolução que destituiu Fulgêncio Batista. Governou a ilha de maneira autoritária. Desenvolveu saúde, esporte e educação e firmou o regime socialista em seu país. É, sem dúvidas, controverso e polêmico: em relação aos seus opositores, os quais perseguiu e mandou para o "paredão", além das várias tentativas de assassinato que sofreu. Muitos cubanos imigraram para os Estados Unidos, e recordamos da repercussão de sua morte pelos imigrantes, que afirmavam que Cuba estaria livre então depois de sua morte, e também do respeito e consternação observados no país durante as homenagens e funeral.

Fidel Castro, que governou a ilha por 50 anos, quando adoeceu, passou o poder ao seu irmão, Raúl Castro. Barack Obama visitou a ilha, numa tímida tentativa de reaproximação após as disputas políticas relacionadas a relações comerciais, embargo e relações com a União Soviética.

Em relação ao Brasil, levantamos assuntos dos médicos de Cuba que vieram trabalhar no país através do Programa Mais Médicos, e as divergências em relação a qualidade e efetividade do programa. Debatemos que o acesso à faculdade de Medicina é desigual: os médicos geralmente vêm de famílias ricas, e ao se formarem, preferem trabalhar nos grandes centros urbanos. Fidel espalhou médicos por todos os bairros e essa filosofia foi trazida pelos médicos cubanos, o que promove um intercâmbio entre os países.

O debate em relação a Fidel Castro e Cuba levou a repensar o que é esquerda, e conseguimos descrever que é um modo de governo com maior controle do Estado, através de mais políticas sociais. O Partido dos Trabalhadores, no Brasil, "foi com muita sede ao pote", e com isso, "queimou a imagem da esquerda, que deve ser reconstruída".



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Venha viajar com a gente!!!

Hoje o desafio foi pensar em lugares que gostaríamos de ir... nossos sonhos de viagem...
Fazemos o convite à você, querido leitor, a pensar em lugares que gostaria de conhecer... Vamos viajar!

"Eu gostaria de conhecer o Museu do Porto [em Santos]. Meu maior sonho é conhecer a Grécia, Russia e Turquia. Gostaria de ganhar na loteria para poder ir, mas eu não aposto! [risos]" - Elvira
Russia
 Grécia
 Turquia - Capadócia

"Gostaria de ir para o Hawaii e conhecer suas maiores ondas." - Radyr

"Conhecer os Estados Unidos, é o sonho da minha vida. Conhecer tudo, todas as cidades iluminadas, cidades lindas." - Maísa
Estados Unidos da América

"Para as ilhas do Caribe e suas praias." - Alexandre
Caribe

"Um lugar de água cristalina, podia ser até no Brasil." - Igor
Bonito - Mato Grosso do Sul

"Meu sonho é pra Santos mesmo, conhecer melhor a cidade. Praia Grande também." - Celso


"Moscou!! É muito frio, muito bonito, fui muito rápido com meu pai, mas tenho vontade de voltar." - Maria Bernadete
Moscou - Russia

"Tenho vontade de conhecer a Praia do Tombo, no Guarujá." - José Antônio

"Aqui mesmo, adoro aqui! Já fui pro Rio de Janeiro, Porto Alegre, mas quero conhecer aqui melhor, igual ao Celso." - Marcelo

"Meu maior sonho é fazer um cruzeiro pelo mar mediterrâneo, conhecer toda a costa, que deve ser linda!" - Marissa


"Vamos viajar pessoal! Já temos os destinos, vamos ter que jogar na loto!" - Marissa

"Eu levaria um mapa e um guia para conhecer aquele país." - Elvira
"Eu levaria uma prancha." - Radyr
"Levaria muita roupa, de calor e de frio." - Maísa
"Eu levaria óculos escuros e uma bermuda." - Alexandre
"Eu levaria livros..." - Maria Bernadete
"Uma prancha de surf, como o Radyr." - José Serrano
"Eu surfaria mesmo sem prancha, pegaria as ondas [santistas]." - Marcelo
"Um bronzeador ou um protetor solar." - Celso
"Eu levaria meus pais!" - Marissa

Nossa trilha sonora:
Bee Gees - My world
Caetano Veloso - Sozinho
Skank - Vamos fugir
Leandro e Leonardo - Sonho por sonho

Vamos tentar transformar nossos sonhos de viagem em realidade??
E você, querido leitor, que lugar gostaria de conhecer??

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Você tem fome de quê? Respeito!!

Hoje vamos transitar por caminhos tortuosos (e polêmicos)... O respeito e o desrespeito!
Todas as falas aqui transcritas refletem a opinião de cada participante do grupo de discussão que origina esse Blog. Caso sua opinião seja contrária ou você concorde com o que foi dito, comente! Seu comentário é muito importante! 

Vamos começar por nossas definições de "respeito" e "respeitar"...

"Respeito é amor, paz, segurança, esperança... é a única coisa que tem!  Respeitar é não correr atrás do outro." - Celso

"Respeitar a diferença entre as pessoas." - Viviane

"Respeitar é fazer ao outro o que você gostaria que fizesse à você. Isto é, colocar-se no lugar do outro." - Elvira

"Respeitar as pessoas como elas são." - Maísa

"É querer bem as outras pessoas." - José Antônio

"Respeitar os limites." - Viviane

"Respeitar o outro é você ter a consciência de que todos os dias você deve, ao menos tentar, uma melhora pessoal, não se cobrando exageradamente, também dessa forma respeitando a si mesmo." - Igor

"Respeitar o próximo como a si mesmo." - Marcelo

Em nossa longa discussão sobre o respeito chegamos ao desrespeito.
Achamos que o "bullying" é uma forma de desrespeitar o outro. 
Discutimos no grupo as situações de "bullying" e desrespeito vivenciadas por nossos participantes - não foram poucas, infelizmente!
Muitas vezes, é tão destrutivo, que influencia toda a vida da pessoa que sofre o "bullying", levando-a até ao tratamento psiquiátrico.

Falando em desrespeito... no Brasil estamos vivendo um momento muito delicado e decisivo.

A PEC 241/55 (Projeto de Emenda Constitucional), tão falada nas últimas semanas, prevê o congelamento dos gastos, num período de 20 anos, que seriam destinados à educação e saúde, o congelamento de concursos públicos e de salários. 
O valor investido em educação e saúde só seria ampliado de acordo com a inflação. Ao mesmo tempo, haveria um limite de gastos, levando ao sucateamento desses setores (educação e saúde).
Além disso, a PEC 241/55 foi um Projeto sem discussão com a população. E é isto, também, que está sendo questionado - "Fere a democracia brasileira... Fere nossos direitos!" - Mariana; Gabriela

"A PEC vai ter reflexos a longo prazo, com o sucateamento do ensino e da saúde. Falta diálogo." - Elvira


Além da PEC 241/55, a Reforma do Ensino Médio também tem mobilizado alguns brasileiros, que se sentiram desrespeitados.
"A Reforma também é um projeto de lei, sem consulta à especialistas e à população. Ela pretende acabar com as disciplinas de filosofia, sociologia, educação física e artes, tirando essas matérias da grade obrigatória. Porém, todas elas são fundamentais para a formação da personalidade e, principalmente, para o desenvolvimento do espírito crítico dos jovens." - Mariana

"Eu, como jornalista que sou, e meus filhos desenvolvemos nosso espírito crítico a partir dessas disciplinas!" - Elvira

A partir da PEC 241/55 e da Reforma do Ensino Médio, ocupações em escolas e universidades em todo o território brasileiro, por estudantes, tem ganhado força.
"As ocupações são uma mobilização contra esses projetos de lei. Cerca de 171 universidades estão ocupadas, dentre elas uma universidade particular, a PUC Minas. Essa é a maior ocupação de universidades da história do Brasil." - Mariana

Aqui perto de nós, em Santos/SP, temos a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Campus Baixada Santista, ocupada por universitários desde o último dia 03 de novembro.


"Sou contra a ocupação. Muitas pessoas, que se prepararam o ano todo para prestar o ENEM [Exame Nacional do Ensino Médio] foram prejudicadas!" - Elvira
"Mas Elvira... as datas e locais poderiam ter sido alterados para que não prejudicasse ninguém!" - Gabriela
"É... são vários ângulos da mesma questão..." - Elvira
Mariana e Gabriela, estudantes da UNIFESP presentes hoje em nossa discussão, contribuíram com informações de dentro da ocupação.
"É necessário zelar pelo patrimônio público. E estamos zelando pela Universidade."
"Muitas pessoas estão colaborando e fornecendo alimentos aos ocupantes."
"Está muito difícil o diálogo com instâncias superiores [para negociações, reflexões...]."

Nosso grupo destaca a cautela que deve ser tomada na leitura de reportagens. Observamos que as informações falsas ou cruzadas passadas na mídia geram violência e podem fazer com que estudantes, e sociedade em geral, sejam jogados uns contra os outros. Além disso, ao invés de nos informar, nos desinformam.

"E o Ministro da Educação... Não podia abrir um espaço de diálogo entre as partes...?" - Wilson
Pois é, Sr. Wilson......

Deixamos aqui, querido leitor, o espaço para que você opine sobre a atual situação do nosso país. Afinal esse é um espaço democrático! Fique à vontade (com respeito)!

Escolhemos duas músicas que nos parecem fazer sentido.
Titãs - Comida

Zé Ramalho - Admirável gado novo
Letra da música "Admirável gado novo":

"Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer
Êh, oô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!
Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou!
Êh, oô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam esta vida numa cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível,
Não voam, nem se pode flutuar
Êh, oô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!"

"Não tem aquela frase do 'Amar à Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo'? Isso é respeito!!!" - Marcelo
Todos nós temos direitos e deveres como cidadãos brasileiros. O que está faltando é respeito ao povo brasileiro!
E você, querido leitor, tem fome de quê? 


Fonte das fotos da Ocupação/UNIFESP: Facebook "Unifesp SJ - Ocupada - Baixada Santista"
Fonte música "admirável gado novo - Zé Ramalho": www.letra.mus.br